sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e o Plano de Ações Articuladas (PAR): Implicações na organização e gestão do trabalho pedagógico e com direito à educação.

Universidade de Brasília – UNB Curso: Coordenação Pedagógica Disciplina: Políticas Educacionais e Gestão Pedagógica Aluna: Milca Oliveira de Paula Silva Professora: Shirleide Pereira da Silva Cruz Tutora: Maria Jeanette Pereira Amorim Martins Ribeiro Todos os anos, escolas e mais escolas, representadas principalmente por suas equipes gestoras recebem informações de novos programas ou projetos de ordem municipal, estadual ou federal. Ás vezes recebem formação para entender seu funcionamento, o que será ou não prioridade dentro do contexto educativo, contudo com a obrigação de aplicá-lo. Dentre vários instrumentos visando à melhoria da qualidade do ensino oferecida em todo o país, nos atentaremos aos seguintes mecanismos: o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e o Plano de Ações Articuladas (PAR) e as implicações na organização e gestão do trabalho pedagógico e com direito à educação. Na escola em que atuamos o PDE está presente desde os resultados do IDEB do ano de 2005. Ficamos abaixo da média 2,4 e a instituição passou por intervenção do MEC. Vários fatores interferiram nos resultados, como os alunos no ensino regular noturno que abandonavam os estudos no meio do ano. A taxa de evasão, reprovação e defasagem idade/série eram enormes. Montamos toda a estrutura, principalmente a pedagógica, visando melhoria no desempenho da escola para a avaliação seguinte. Responsabilizamos a todos: pais, alunos, docentes, CRE, direção, merendeiros, secretários escolar, agentes de conservação e limpeza, enfim, todos os servidores da escola. Nossa linha de trabalho foi traçada dentro do PDE: ações voltadas para a aprendizagem dos alunos diminuição da defasagem idade/série, cultura da paz, formação docente, união da equipe que atua na escola. Recebemos auxílio financeiro fator importante para a prática de várias ações. Após a aplicação da verba e da mudança de atitude proposta pelo PDE, pudemos observar positivamente o rendimento dos alunos, o nível de aprendizagem, dentro do quantitativo quanto no qualitativo. Saímos de um índice 2,4 para a faixa dos 4,1! Além disso, tivemos alunos medalha de ouro, prata e com certificados de honra ao mérito nas olimpíadas de matemática das escolas públicas – OBMEP - o que nos mostrou a mudança real da escola. Sobre o referido programa atualmente a escola continua desenvolvendo ações, reuniões, entre outros avaliações constantes com o objetivo de melhorar a cada dia mais. Traçamos metas e buscamos a qualidade em primeiro lugar. DOURADO (2007), afirma que o “processo educativo é mediado pelo contexto sociocultural, pelas condições em que se efetiva o ensino-aprendizagem”, além da organização da instituição, da elaboração do PPP e da sua utilização como identidade da escola. Em outras palavras do mesmo autor, o processo educativo necessita de qualidade equivalente em todo o ensino público e “perspectivas pedagógicas centradas em uma sólida concepção de educação, escola, cultura e gestão educacional.” Mesmo porque “a educação é um bem público de caráter próprio por implicar a cidadania e seu exercício consciente” CURY (2006). A escola tem como uma das principais obrigações, se não for a principal, o aprendizado do aluno. Todas as circunstâncias, indivíduos e atuações no universo escolar giram em torno do aluno que metaforicamente pode ser visto como uma sementinha que jogada em solo fértil (uma escola que prima pelo desenvolvimento social, individual e cidadão do sujeito e para isso estabelece objetivos, metas, ações e reflexões da sua prática), germina, se desenvolve, cresce, dá bons frutos e boa sombra. Ou seja, realiza sua função na social. A escola em que atuamos procura ser um solo rico para esta sementinha que é o aluno. A coordenação pedagógica tem papel fundamental. O de fazer esta engrenagem funcionar sem perder o foco: a aprendizagem do aluno. Dentro do PPP atrelado ao PDE desenvolvemos várias atividades, tais como: um blog alimentado com atividades diárias desenvolvidas em sala de aula. Quem quiser tem acesso aos conteúdos e exercícios diariamente (ou pelo menos a cada três dias) para não ter desculpas de que não sabia da tarefa ou que faltou aulas. Nele há também o PPP, o Regimento Interno, avisos, espçao para comentários,fontes de pesquisa, registro fotográfico de atividades, plano de curso das disciplinas por bimestre; Entregamos bimestralmente o cronograma das atividades que serão desenvolvidas em cada disciplina; o docente registra no diário de bordo – mecanismo onde existe informações diversas pertinentes a faltas, atrasos, feitura ou não das tarefas, entre outros aspectos, atividades e conteúdos desenvolvidos no dia. Este mecanismo tem ajudado na convocação de pais para melhora do rendimento do aluno e elogio das turmas em momento cívico. O estímulo à aprendizagem se dá também através do projeto do aluno destaque que recebe medalha na reunião de entrega de notas. Outro carro chefe está dentro da satisfação que passamos para os alunos em participarem de concursos externos onde eles por ganharem prêmios conseguem perceber que estão evoluindo gradativamente. O PDE juntamente com o Programa Mais Educação trouxeram a educação integral para dentro da nossa escola. Desenvolvemos aulas de violão, frevo, canto coral, reforço em inglês e letramento em português e matemática desenvolvidos por voluntários – pais e comunidade, monitores orientação educacional e pelos próprios professores que doam seu tempo com o projeto por acreditarem na causa. Outros professores também fazem atendimento no contra-turno (é o caso de geografia e história ). O SOE desenvolve projeto com a ótica do protagonismo juvenil e a cultura da paz. É interessante ver e sentir que os alunos se sentem acolhidos e gostam não só de estarem na escola, mas de estudarem aqui porque o tempo todo procuramos valorizar o esforço de cada um. A atuação dos conselhos escolares, exceto o conselho de classe, e do grêmio estudantil poderia melhorar, pois sentimos muitas vezes que a direção deve ter respostas, inclusive durante as reuniões estabelecidas para a tomada de decisões. Se errar: a direção errou. Se acertar: a escola acertou. Sobre a aplicação do PAR ele é preenchido por setores o que causa uma baixa na democratização do espaço e na participação coletiva. Se houvesse uma discussão aberta com a participação de todos este mecanismo poderia ser melhor utilizado na I.E. desta maneira que é empregado hoje, acaba sendo mera formalização das ações desenvolvidas. Bibliografia CURY, Carlos R. J.O direito à educação: Um campo de atuação do gestor. Brasília: Ministério da Educação, 2006. DOURADO, Luis. Políticas e gestão da educação básica no Brasil: Limites e perspectivas. Educação & Sociedade, Campinas, v. 28, n. 100 - Especial, p. 921-946, out. 2007 931 Disponível em: . O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB. Disponível em:http://portalideb.inep.gov.br/ O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização do Magistério Fundeb. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/Lei/L11494.htm ; http://www.fnde.gov.br/index.php/financ-fundeb PINTO, José Marcelino de Rezende. A política recente de fundos para o financiamento da educação e seus efeitos no pacto federativo. Educação & Sociedade. 2007, v. 28, n.100 [citado 2010-03-27], pp. 877-897. Disponível em: . Plano de Ações Articuladas - PAR. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159&Itemid=369 (Sìntese do PAR); http://simec.mec.gov.br/cte/relatoriopublico/principal.php (Relatório do PAR); http://capes.gov.br/educacao-basica/parfor ( PAR para a formação de professores) Plano de Desenvolvimento da Educação PDE. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/index.htm Site do Ministério da Educação – Educação Básica (http://www.mec.gov.br)

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