sábado, 26 de maio de 2012

A observação da realidade escolar.

Universidade de Brasília – UNB Curso: Coordenação Pedagógica Disciplina: Metodologia do Trabalho Científico Aluna: Milca Oliveira de Paula Professor: Wanessa de Castro Tutora: Maria Jeanette Pereira Amorim Martins Ribeiro A observação da realidade escolar. No âmbito dos estudos sobre a violência em ambiente escolar, a ausência dela tem sido tema pouco focalizado, pelo fato dos autores, em sua extensa maioria, classificarem a escola como lugar que se manifesta esta forma de agressão em diversos graus e relacionamentos. O vídeo realizado pelo MEC (Convivência escolar – a violência na escola) vem mostrar algumas, as mais comuns formas de violência que ocorrem no interior das escolas e/ou em seus arredores. Nele, são citados e demonstrados a violência contra: a liberdade de ir e vir provocada pela manipulação dos horários de estada neste ambiente, que deve ser seguido a risca para não haver maiores problemas, tais como rotulação (aluno sempre atrasado ou faltoso); Violência causada pela apartação social (BUARQUE, 2007), na qual a criança se sente rejeitada, excluída pelo grupo, o que pode ser aspecto provocador da má integração dessa criança na fase adulta na sociedade; a crueldade dos colegas para com os mais fracos, o bullying; a violência causada pela expectativa do professor quanto a indicadores falsos e preconceituosos (tipo de roupa que a criança veste, a forma de falar – regionalismo, pobreza cultural, desigualdade de renda, por gênero, raça, baixa produtividade causada em função de algum transtorno –TDAH, DPAC e suas comorbidades, a violência simbólica – pré destinação ao fracasso já no primeiro dia de aula). Existem vários outros tipos de violência que se desenvolvem na escola, mas refletiremos apenas nas que foram citadas até aqui. A violência na escola hoje existe, é fato. A escola em que atuamos mostra-se como espaço que busca livrar do peso que a violência causa a criança e o adolescente em seu ambiente. A busca de parcerias para resgate da autoestima do sujeito se dá em parceria via família ou outros organismos que atuam na tentativa de diminuir a agressão. No entanto, muitas vezes conseguimos visualizar a violência, de acordo com o vídeo, estampada em diversas situações envolvendo aluno/aluno, professor/aluno, direção/aluno e pais/aluno. Dentre as questões retratadas no filme a que mais provoca para uma possível pesquisa: a baixa produtividade relacionada a algum transtorno e suas comorbidades. A origem do problema seria pautada em vários fatores, tais como: a má formação docente na área, a inadaptação dos conteúdos e atividades escolares para o aluno portador do transtorno, o excesso de alunos por turma, a falta de acompanhamento dos pais, a formação inicial do aluno (alfabetização e letramento deficitárias), baixa autoestima discente. Em diversos momentos, na coordenação é visível como os alunos com baixa produtividade causada por algum transtorno são encarados. O baixo rendimento, observado durante o conselho de classe e no boletim de desempenho bimestral é uma condição concreta para a existência do problema. Assim, muitas vezes o profissional da educação acaba deixando este aluno de lado, atribuindo-lhe um rendimento qualquer ou ainda rotulando-o como preguiçoso, não lhe dando a atenção necessária. Fato que colabora para a existência do problema. Para situar o papel da escola no quadro das transformações sociais e relações que envolvem o nascer de um novo olhar para o campo educativo, precisamos entender que embora participando do mesmo sistema, da mesma escola, cada professor projeta diferentes valores sobre seus alunos que podem ser externados principalmente na sala dos professores. Cabe a eles deixar prevalecer o olhar construtivo e com valor positivo na vida do alunado. Para estudar melhor esse assunto, será necessária uma pesquisa bibliográfica e compreender melhor quem são os autores que defendem a pauta, tais como: FONSECA (1995), MOOJEN (1999), MIRANDA (2000), BALLONE (2003), PENNINGTON (1997), ROSSINI e CIASCA (2000) dentre outros o estatuto da criança e do adolescente (2003). Referências Bibliográficas ANDRE, Marli. Pesquisa em educação: buscando rigor e qualidade. BALLONE, G. J. Médico psiquiatra, professor da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP: Disponível in: www.psiqueweb.med.br, 2003. BUARQUE, Cristovam. A Revolução na educação: Escola igual para todos. Brasília, 2007. CIASCA, S.M. & ROSSINI, S.D.R.: Distúrbio de aprendizagem: mudanças ou não? Correlação de uma década de atendimento. Temas sobre desenvolvimento, 8(48): 11-16, 2000. FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. MIRANDA, M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização: contribuições da teoria piagetiana. Araraquara, SP: JM Editora, 2000 MOOJEN, S. Dificuldades ou transtornos de aprendizagem? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999 MOROZ, Melania; GIANFALDONI, Mônica Helena T. A. O processo de pesquisa. In: MOROZ; GIANFALDONI. O processo de pesquisa: Iniciação. p. 15-22. Vídeo: Convivência escolar – a violência na escola. Coleção do Ministério da Educação – TV Escola. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=20288 PENNINGTON, Bruce F. Diagnóstico de Distúrbios de Aprendizagem. S.P: Pioneira, 1997. Pp 34 – 40. Cap.3, Parte I.

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